Porque precisamos falar sobre autismo

Pouco se fala do autismo no Brasil – transtorno que atinge mais de dois milhões de pessoas no nosso país. No mundo, estima-se que são mais de 70 milhões. O tabu que é criado em cima de transtornos e síndromes são a maior barreira para quebrar o preconceito que a sociedade tem em torno dos portadores.

O dia 02 de abril foi escolhido pela ONU em 2007 com o objetivo de alertar a sociedade e os governantes sobre o tema do autismo, a fim de derrubar preconceitos e esclarecer dúvidas. Também foi escolhida a cor azul para colorir o dia de conscientização.

Também conhecido como Transtorno do Espectro Autista, o TEA altera a forma como as pessoas sentem o mundo a sua volta. Ou seja, a maneira de se comunicar e de aprender não é a convencional, o que gera a ideia da incapacidade do autista: um dos pontos que devem ser duramente contestados no dia da conscientização.

O termo espectro é empregado para abranger as diversas formas com que o autismo se manifesta nas pessoas, pois há vários níveis em que o transtorno pode alterar as formas de socialização de cada um. E nenhuma pessoa com diagnóstico de autismo é igual! Cada um possui uma maneira diferente de entender o mundo ao seu redor.

Diferença não é incapacidade. Descubra pessoas que nos mostraram que autismo não precisa ser uma barreira:

Isaac Newton e Albert Einstein

Os dois maiores físicos do mundo tinham, segundo os pesquisadores da Universidade de Cambridge e da Universidade de Oxford, a Síndrome de Asperger, que se encontra englobada na TEA. O formulador da lei da gravidade, Newton, era um sujeito distante, de poucas palavras e desde a infância, quando se apaixonava por um tema, passava longos períodos de solidão para estudá-lo intensamente. Já o inventor da relatividade, Einstein, mantinha uma rotina regrada e se vestia de maneira peculiar. Para ambos, o transtorno não atrapalhou na criação de coisas geniais.

Temple Grandin

A psicóloga e doutora em ciência animal Temple Grandin, de 70 anos, é uma das maiores especialistas em manejo e bem-estar de animais para abate no mundo. Usa seu sucesso na ciência para também falar das questões relacionadas ao autismo, principalmente em como aprendeu a lidar com sua forma de aprendizagem diferenciada.

No Dia 2 de Abril, reforçamos a conscientização que deve acontecer todos os dias. Seja Camarada, vista azul e compartilhe tudo o que você aprendeu com alguém!

Fontes:

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